Gente e Mercado

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23 de agosto de 2012

Fábrica de refrigerantes analisa ampliação


Sara Barnuevo

Nem bem iniciou a produção dos refrigerantes com a marca Goob, o grupo peruano Indústrias São Miguel (IMS) não esconde o desejo de ampliar a unidade instalada em Alagoinhas, a 116 Km de Salvador. De acordo com o gerente geral da ISM no Brasil, Guilherme Soares, a perspectiva é ampliar a fábrica baiana em até três anos, triplicando a produção de 15 milhões de litros da bebida mês, para chegar a outros estados do Nordeste.

Inicialmente, a unidade de Alagoinhas vai atender apenas a Bahia, passando a distribuir seus produtos em Alagoas e Sergipe a partir de setembro. Outro projeto prevê a abertura da segunda unidade no Nordeste até 2017, adianta Soares, durante apresentação da fábrica à imprensa local e internacional. A meta do grupo é conquistar o Nordeste brasileiro, começando pela Bahia, onde o consumo per capita de refrigerante por ano é de 40 litros, menos da metade do consumo nacional, de 89 litros/ano. “Isso demonstra o potencial que temos a conquistar”, ressalta Soares, destacando que o mercado do Nordeste equivale ao de países como Peru e Chile. A trajetória do grupo demonstra que trabalho e perseverança é o que não faltam. Após sete anos de instalar uma unidade fabril na República Dominicana, a ISM conquistou 42,5% do mercado. Nas regiões onde atua no Chile a participação chega a 60%.

Na mira - “Há sete anos chegamos a vir ao Brasil para analisar o mercado brasileiro, mas optamos na ocasião pela República Dominicana. Agora que ganhamos experiência, nada melhor do que vir a um país que é considerado a potência da América do Sul. Além disso, a Bahia lembra muito culturalmente a República Dominicana e estamos muito felizes por estar aqui”, frisa Britt Katerina Añaños Alcázar, diretora comercial e uma das herdeiras do grupo ISM, frisando que a meta é conquistar os brasileiros pela qualidade e sabores dos produtos. “É o que sabemos fazer bem e já demonstramos que temos coragem”.

Resultado de um investimento de R$ 50 milhões, a fábrica da ISM produz refrigerantes nos sabores guaraná e cola, devendo iniciar, a partir de setembro, a produção de refrigerantes de laranja e uva, além de energéticos e sucos. Com isso, o grupo espera um aumento em sua receita já a partir de 2013, de até US$ 100 milhões. A projeção é atingir um faturamento de US$ 290 milhões. Com fábricas no Peru e República Dominicana, a ISM desenvolveu por dois anos o projeto de instalação da unidade baiana. “A burocracia no Brasil dificultou a instalação imediata da fábrica. Talvez em outros países isso fosse mais rápido“, criticou Francisco Galdos, gerente corporativo comercial.

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