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A importância da Educação Financeira aos jovens

Há algum tempo que tem sido difundida, através de postagens simpáticas e “engraçadinhas”, sobre a inabilidade de muitos jovens em relação a questões básicas da economia. Afinal, ninguém os ensinou sobre isso. Não é, exatamente, o tipo de matéria que se ensina no colégio.

É aquele tipo de postagem que a gente até ri, mas depois fica se perguntando se é algo que deveria ser risível. A educação financeira não é algo discutido. Isso, por fim, acaba criando uma geração de jovens que sabem encontrar o “x” em qualquer lugar, mas que acreditam que investir na Bolsa é algo que só ricos fazem.

Pensando nisso, por que não orientar as crianças e adolescentes sobre economia? Não como algo padrão, ou sobre como é a economia do país e como ela é determinada. Sobre a economia prática, do dia-a-dia, de IPVAs, IPTUs, IOFs, e tantos outros desenrolares econômicos que os assustam.

 

O que é Educação Financeira?

Por definição, Educação Financeira é a aprendizagem sobre como administrar os próprios recursos, de modo a tomar as melhores decisões sobre investimento. Neste caso, investimento significa aplicações em ações e, até mesmo, na conservadora poupança. Portanto, podemos compreender que ela é a responsável por ajudar as pessoas a aproveitar as melhores opções sobre a economia.

No entanto, a Educação Financeira é algo que vai além do entendimento comum sobre economia. É aprender sobre as aplicações diárias, de rendimentos e dividendos. Efetivamente, sobre o que “gere a economia”. Na grade curricular brasileira, não há espaço para isso.

Em alguns países, esse tema é abrangido com um pouco mais de eficiência. O ensino sobre a conduta financeira é uma necessidade. Ele irá auxiliar os jovens a organizar a própria vida, se orientando a partir da qualidade de sua educação financeira.

Em certo ponto, eles se deparam com a necessidade de criar conta em banco, com taxas de cartão de crédito, com juros de financiamento, com taxas de veículos, impostos sobre imóvel e… nunca aprenderam nada sobre isso. Qual é o risco implicado em subsidiar um financiamento a alguém assim?

 

Como isso impacta a economia como um todo?

O resultado é uma maioria de jovens que, hoje, pagam sem entender o que estão pagando. Efetivamente, são pessoas que contribuem para a economia de modo automático, presos à conduta de moral de não serem devedores. E só.

No entanto, precisamos considerar que essa parcela da população é quem irá, determinantemente, movimentar a economia do país. Sendo assim, é interessante que eles saibam o mínimo, para que a sua participação seja melhor aproveitada, tanto para o Estado, quanto para eles mesmos.

Sendo apenas os consumidores padrões, logo faltará um investimento que injete dinheiro na economia. Considerando o perfil desses jovens, que não são profundos conhecedores sobre investimentos, muito provavelmente eles evitarão qualquer tipo de aplicação que gere risco. Mesmo que, para especialistas, o risco seja mínimo, para eles será algo assustador.

Portanto, é importante investir na Educação Financeira dos jovens. Como serão eles os próximos pilares da economia do país, é fundamental que eles saibam como gerir a própria renda e, acima disso, compreender de que modo isso será revertido.

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Lucas Dadalt

Físico Médico com formação pela USP e atualmente cursando mestrado em Física Aplicada a Medicina. No momento trabalho em tempo parcial com programação e produção de conteúdos nos mais variados temas como, por exemplo, finanças, investimentos, saúde e marketing.

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