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A mudança dos gostos do consumidor e o efeito na economia

A postura do consumidor brasileiro está mudando. Podemos atribuir essa mudança ao aumento de opções que, atualmente, é possível encontrar, seja em quaisquer âmbitos. Com isso, essa postura diferenciada vem impactando a economia brasileira de um modo significativo.

Além das recorrentes buscas pelo melhor custo-benefício, o brasileiro está se adaptando – com facilidade – as modificações globalizadas de comércio e entretenimento. Dessa forma, as posturas de antigas instituições também estão sendo mudadas. Claro, a fim de captar, novamente, o interesse do nosso próprio mercado.

 

Preço x Prazo

Talvez uma das maiores ilustrações sobre como o comportamento do consumidor tenha mudado, seja o aumento das importações. É claro que as importações são importantes para a economia de modo geral, mas estamos nos referindo às compras pequenas, de varejo.

O aumento das plataformas de marketplace, que facilitam o acesso à produtos e a sua efetiva compra, fez com que os consumidores do Brasil passassem a pesquisar e adquirir produtos do exterior. Isso porque, na grande maioria das vezes, a relação entre o preço e a qualidade dos itens estrangeiros, faz com que a decisão seja mais fácil de ser tomada.

Os sites americanos, chineses, paraguaios, entre outros, possuem um tráfego intenso de consumidores brasileiros. Os produtos com preços mais acessíveis, com qualidade aceitável, tornam a importação algo bastante atraente. Tendo uma facilitação para isso, o resultado é que muitos itens que eram comprados aqui, passaram a ser trazidos de fora.

A única desvantagem da importação desses locais é, sem sombra de dúvidas, o prazo. No entanto, os brasileiros estão preferindo a demora na entrega, do que os produtos mais caros do Brasil. A fim de desestimular esse comércio varejista internacional, o governo tem aumentado as taxas alfandegárias. E estão impondo um valor extra de frete para a entrega em território nacional. Mesmo assim, os números não diminuíram.

 

Status x economia

Outra mudança significativa, foi o uso de serviços que, antes, eram considerados supérfluos. A TV paga também sofreu reflexos da economia inteligente do brasileiro. As assinaturas caíram 3% no ano de 2018. Mesmo com todas as campanhas e com preços mais acessíveis, ainda assim muitas pessoas abriram mão desse serviço. Lembrando que, há alguns anos, era considerado de luxo. Principalmente por, no Brasil, existir um serviço de TV aberta que abrange a necessidade da população.

No entanto, é inegável que os serviços de streaming são parte fundamental dessa equação desbalanceada. Principalmente, se considerarmos que os principais consumidores, atualmente, são os jovens. Podemos identificar que, para eles, a televisão é algo pouco atraente. Na geração do imediatismo, é melhor ter um serviço com cardápio de programação, que você pode pausar e retomar quando quiser.

Na tentativa de modificar esse cenário, as empresas de televisão têm investido em plataformas digitais. A expectativa é que, mesmo que percam consumidores diretos, ainda assim eles consigam manter uma parte de seu público, através da disponibilização de conteúdos exclusivos.

A única certeza que temos, diante deste panorama tão dinâmico, é que as estruturas precisam ser modificadas, a fim de subsidiar a necessidade e o interesse dos novos consumidores.

 

 

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Lucas Dadalt

Físico Médico com formação pela USP e atualmente cursando mestrado em Física Aplicada a Medicina. No momento trabalho em tempo parcial com programação e produção de conteúdos nos mais variados temas como, por exemplo, finanças, investimentos, saúde e marketing.

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