As startups e a geração de empregos

Que as startups estão movimentando – e muito – a economia do Brasil, é fato. Em 2018, elas geraram faturamento de cerca de 1 bilhão de dólares. Esse valor expressivo, é claro, teve sua parte influenciando o mercado brasileiro.

Dessa forma, podemos considerar que a atuação das startups, principalmente as que são diretamente voltadas para o consumidor final. Elas têm sido responsável por uma parcela significativa da geração de empregos no Brasil.

O modelo das startups

Como sabemos, as startups possuem um modelo único de trabalho, que é a associação de interesses. Por ter a intenção de crescimento rápido, é fundamental que a startup seja composta por um grupo de funcionários que tenha o mesmo “modo de pensar”. O dinamismo das ações, nesse caso, necessita de que todo a equipe tenha um pensamento uníssono, a fim de gerar um crescimento real e acelerado.

Sendo assim, faz sentido que a equipe interna das startups compartilhe ideologias. É o caso do Nubank, por exemplo. Lá, os colaboradores possuem o interesse comum, que é difundir a ideologia do banco, a fim de aumentar a lucratividade e o número de associados.

Esse é um exemplo de integração interna. Quando a startup procura funcionários, é natural que ela tente montar a sua equipe com pessoas que tenham, ao menos, uma simpatia pela ideologia da empresa. Esse é, sem sombra de dúvidas, um ótimo meio de montar uma equipe coesa e responsável.

No entanto, precisamos considerar a questão dos trabalhadores externos, que estão ligados à startups. Para tanto, podemos considera-los especialistas terceirizados, que dão ênfase na ligação entre o serviço da startup e o consumidor final.

A equipe fora dos bastidores

É incontestável que a crise econômica que atingiu o Brasil e assolou a economia por anos, fez com que as pessoas se tornassem mais “criativas” na busca de gerar renda. Com o aumento do desemprego, muita gente precisou se adequar à realidade dos fatos. Por isso, foi preciso encontrar novas colocações que lhe trouxessem dinheiro no final do mês.

Assim, essas pessoas encontraram no serviço das startups, uma maneira de se associar e, consequentemente, gerar renda. Podemos compreender, então, o aumento dos motoristas de Uber e de entregadores do IFood, usando essas duas empresas como exemplo. É claro que há muitas outras que também geraram empregos indiretamente.

Sendo assim, podemos entender que as startups geraram uma intermediação de mão de obra. Elas usam o excedente de trabalhadores desempregados, com a necessidade da expansão dos seus serviços. Atualmente, a Uber define que há cerca de 600.000 motoristas gerando renda a partir de seu aplicativo. Já o IFood possui cerca de 20.000 restaurantes cadastrados. Considerando que, no mínimo, há 1 entregador em cada, temos 20.000 pessoas empregadas.

Como o cenário se modifica

O IFood pretende abrir mais de 1000 vagas de trabalho até o final desse ano. São cargos diversos, direcionados para os “bastidores”, ou para a base do aplicativo. O Uber, em contrapartida, também pretende a expansão, principalmente com a evolução dos seus serviços.

Dessa maneira, usando apenas três das muitas startups existentes como exemplo, chegamos a conclusão de que elas estão aquecendo a economia, direta e indiretamente. A criação de empregos devido à expansão de seus serviços, aumenta a quantidade de pessoas que estarão injetando dinheiro na economia.

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Lucas Dadalt

Físico Médico com formação pela USP e atualmente cursando mestrado em Física Aplicada a Medicina. No momento trabalho em tempo parcial com programação e produção de conteúdos nos mais variados temas como, por exemplo, finanças, investimentos, saúde e marketing.

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