Barril de Petróleo é negociado abaixo dos US$ 50

Petróleo americano é negociado por US$ 49,81, valor não chegava a esta marca desde 2007.

Pela primeira vez em mais de 11 anos o barril de petróleo americano (WTI) foi negociado por valores abaixo dos US$ 50. Em janeiro de os valores para entrega estavam por US$ 49,81, quando o mercado acabou elevando as preocupações por um grande excesso de ofertas.

O barril de petróleo WTI é considerado a referência dos Estados Unidos, e seu preço neste último dia 29 de novembro de 2019, chegou a ficar abaixo dos US$ 50, uma marca que não era “batida” desde o último mês de outubro de 2007.

Entregas para janeiro

O preço comercializado pelo WTI para entregas em janeiro estava custando no início das transações eletrônicas do New York Mercantile Exchange (Neymex) US$ 49,41, porém os valores se “estabilizaram” em US$ 49,81, uma marca inédita nos últimos anos, quando alcançou seu nível mais baixo.

Neste mesmo dia de negociações o barril do Brent Mar do Norte, petróleo que é a referência nas negociações europeias, que também está com entrega em janeiro, chegou a valores abaixo de US$ 60, fechando em US$ 57,50 no Intercontinental Exchange (ICE) em Londres. Esta marca foi a menor do último ano, quando na primeira semana de outubro de 2017, acabou chegando a patamares semelhantes.

Preço do petróleo caindo

Para que algo se torne mais caro é necessário que haja uma quantidade menor, algo que seja mais raro de encontrar. O preço do petróleo está caindo por conta de um aumento nas reservas comerciais americanas, onde o impacto acaba gerando um “medo” global por oferta excessiva.

Os Estados Unidos vem desde o último mês de setembro aumentando a produção de barris diários, onde suas ações chegaram em 56 bilhões de barris. O aumento de estoque ocorre pela produção ter alcançado níveis estáveis e históricos.

Para que o investidor possa ter uma noção, na última semana desta segunda quinzena de novembro, a extração de petróleo americano chegou a marca de 11,7 milhões de barris por dia.

Toda essa massiva produção faz com que o preço por barril caia, impactando diretamente o mercado global, além é claro do americano.

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Wesley Silva

Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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