China diminuirá restrições a investimentos estrangeiros

Nesse sábado, 13 de janeiro de 2019, a China anunciou medidas que despertaram surpresa na economia mundial. Em resumo, o país asiático passará a reduzir as restrições ainda existentes contra o capital estrangeiro. Acima de tudo, tais restrições faziam com que a entrada de novas empresas na China fosse difícil, prejudicando a economia como um todo.

O pronunciamento foi realizado pelo ministro do Comércio chinês, Zhong Shan, e divulgado pela agência de notícias oficial Xinhua. Do mesmo modo, foi confirmado que há a intenção de reparar as dificuldades com as quais empresas estrangeiras se deparam em território chinês.

Com interferência do Estado no setor de atuação e na região onde a empresa se instala, Zhong Shan aponta que o governo chinês pretende se tornar mais flexível, ampliando as áreas da economia disponíveis e reduzindo o número de empresas vetadas pelo sistema. Em vista disso, boa parte das indústrias estrangeiras tinham seus investimentos controlados ou reduzidos.

Assim sendo, foi confirmado pela Xinhua que o Ministro do Comércio passaria a apoiar e estimular que uma lei de investimento estrangeiro entrasse em vigor. A medida reduziria o número e a eficiência de reclamações vindas da iniciativa estrangeira, além de tornar a China um território mais agradável para os investimentos em manufatura e tecnologia de ponta.

Outra mudança que faz parte do projeto anunciado é o incentivo da economia nas regiões oeste e central da China, pouco beneficiadas nesse aspecto, mas que ainda assim apresentam interesse para o Estado.

Vale lembrar que pronunciamentos como esse já apareceram mais de uma vez em promessas de maior abertura do mercado chinês. Por isso, a maior parte das críticas foram direcionadas a esse ponto, ressaltando certa dúvida acerca do que realmente será colocado em prática.

Medidas como essa surgem com o intuito de manter o crescimento da economia. A princípio, fazem-se necessárias a partir do momento em que há evidente desaceleração econômica no panorama global.

Ainda assim, o governo chinês considera estar em uma situação tranquila, visto que alcançou aumento de 3% nos investimentos estrangeiros, enquanto a taxa mundial apresentou queda de 41% no primeiro trimestre de 2017.

Há também um espírito econômico bastante competitivo entre a China e os Estados Unidos. Simultaneamente, a maior abertura econômica do país asiático pode ser enxergada como uma maneira de impulsionar essa batalha comercial.

Naturalmente, a preocupação dos EUA pode ser percebida através de alguns acontecimentos a nível global. Um deles está relacionado ao Brasil e se refere à exigência americana de que o novo presidente Jair Bolsonaro imponha restrições aos investimentos chineses no país.

Ademais, os Estados Unidos também passaram a se arriscar em novos campos, como apontam as medidas desse país direcionadas à disputa com China e Rússia pela influência marítima na região ártica do globo terrestre. O secretário da Marinha dos EUA confirma previsões de passagem de um navio americano pelo ártico nos próximos meses.

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Lucas Dadalt

Físico Médico com formação pela USP e atualmente cursando mestrado em Física Aplicada a Medicina. No momento trabalho em tempo parcial com programação e produção de conteúdos nos mais variados temas como, por exemplo, finanças, investimentos, saúde e marketing.

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