Crédito no Mercado foi muito prejudicado em governos anteriores, segundo Paulo Guedes

Em uma entrevista nesta segunda-feira, dia 07 de janeiro de 2019, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, relatou que o atual mercado de crédito no Brasil sofreu uma estatização, com inúmeras intervenções que causaram danos imensuráveis ao modelo, todos através das gestões anteriores.

Essas declarações foram feitas na cerimônia de posse, dentro do Palácio do Planalto, onde estavam sendo empossados os novos presidentes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Brasil e também da Caixa Econômica Federal, todas instituições federais.

Os problemas econômicos decorrentes da corrupção acabaram travando o crescimento da economia. Nas falas de Guedes ele cita:

“O mercado brasileiro de crédito também está estatizado e sofreu intervenções extremamente danosas para o país”

Segundo o ministro, o crédito do Estado foi usado para financiar piratas privados, criaturas do pântano político e também inúmeros democratas corruptos. O crédito sofreu um desvirtuamento, onde os bancos públicos foram perdidos em decorrência de uma aliança perversa com diversas instituições.

Guedes cita que os novos presidentes do BNDES, Banco do Brasil e Caixa Econômica, irão assumir os cargos com a responsabilidade de acabar com as falcatruas no sistema. Eles estão cientes de que as coisas devem funcionar direito e da forma certa, nos moldes da proposta governamental de Jair Bolsonaro.

Mas o que são os tais “projetos estranhos”?

Em uma das falas de Guedes, houve uma menção à “projetos estranhos”, uma alusão aos financiamentos do BNDES que são no mínimo esquisitos. Houve grandes erros nas gestões dos últimos governos, quando foram feitos empréstimos a juros baixos para empresas milionárias, as famosas “campeãs nacionais” e também quando houve um investimento do dinheiro público em projetos de pouco retorno comprovado.

Guedes cita que “nós” economistas liberais não gostamos quando o Banco Nacional recebe aumento de capital com a finalidade de “bancar” projetos sem retorno de capital, beneficiando apenas empresas de grande porte e sem devoluções significativas, prejudicando a gestão.

Assalto à Caixa Econômica Federal

Guedes ainda fala sobre as irregularidades cometidas nos bancos públicos, através dos governos anteriores. Ele cita que todos esses números irão se tornar públicos, assim que a “caixa-preta” de todas as instituições nacionais forem analisadas. Bolsonaro sempre usa o termo para descrever o trabalho que irá mapear todas as suspeitas dos governos anteriores.

A Caixa Econômica é uma que foi vítima de um “assalto” dos recursos públicos, envolvendo saques indevidos e fraudes no sistema. Tudo irá ficar óbvio assim que tudo for muito bem examinado.

Novos presidentes do BNDES, Caixa Econômica e Banco do Brasil

  • Para o controle do BNDES foi empossado o Engenheiro Naval com doutorado em Economia pela Universidade de Chicago, Joaquim Levy;
  • Já para a Caixa Econômica o PhD em Economia pela Universidade de Rochester, Pedro Guimarães;
  • E para o Banco do Brasil o PhD em Economia pela Universidade de Chicago, Rubem Novaes.
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Wesley Silva

Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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