Investimentos

Depósito na poupança superam saque! – Entenda mais!

Os depósitos na caderneta de poupança, bateram um recorde no mês de outubro, com exatos R$ 2,533 bilhões de reais.

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De todos os valores somados até o mês de outubro, o saldo da poupança é positivo em 22,969 bilhões de reais. Isso se deve ao valor de 1,836 trilhão de reais depositados, e outros 1,813 trilhão de reais sacados.

Os resultados de 2018 da poupança, superaram os anos de 2015 e 2016, onde o cenário de crise no país, obrigou aos cidadãos sacarem mais dinheiro do que depositaram, para conseguirem manter as despesas diárias.

No ano de 2017 é que a situação mudou, com a economia brasileira se recuperando. Mesmo assim, os primeiros meses do ano ainda foram de mais saques do que depósitos, nas contas da caderneta de poupança.

Com a queda da inflação, foi que os recursos puderam ser captados pelos brasileiros, e a situação econômica melhorou. A rentabilidade da poupança hoje é de 70% da Selic, que é a taxa de juros básica, de 6,50% ao ano, mais a Taxa Referencial (TR).

Essa regra vale somente para essa porcentagem de 6,50% ao ano. Mas, se a Selic estiver acima de 8,50% ao ano, a rentabilidade passa a ser de 0,5% ao mês, mais a Taxa Referencial (TR).

Caderneta de Poupança e outras aplicações

A Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), informou que a poupança arrecada 1% dos recursos que capta, para o caso de resgate de valores entre seis meses a um ano.

Apesar da caderneta de poupança, ser a opção mais escolhida pela maioria dos brasileiros, outras aplicações estão sendo realizadas, como por exemplo, o Tesouro Direto (títulos públicos em que o investidor compra do Governo, e recebe o valor de volta com juros).

Para os mais tradicionais, guardar dinheiro na poupança ainda é mais seguro, apesar da poupa rentabilidade mensal que ela oferece. A longo prazo, realizar aportes mensais na caderneta de poupança, não lhe dará o rendimento necessário para realizar grandes sonhos.

Por exemplo, no caso da compra de uma casa própria, um carro, ou os estudos dos filhos, optar por uma aplicação que lhe renda até o dobro do dinheiro, é a mais indicada.

Avaliando as opções, é possível escolher um bom título público, garantindo uma renda fixa todo mês, como é o caso do Certificado de Depósito Bancário (que pague 100% do CDI) – CDB, que a longo prazo, e aportes a partir de 1.000 ou 100 mil reais, fornecerá uma renda extra.

Se a poupança está em desuso, por outro lado, é preciso ter cuidado com novas aplicações financeiras, pois investir todo o patrimônio em um título desconhecido, aumentará o risco de perder tudo.

O ideal é ter no mínimo dois investimentos em sua carteira, de acordo com o seu perfil de investidor, sendo uma parte em renda fixa, e outra em variável (que apesar do risco, tem uma rentabilidade maior). Faça as contas e compare os planos.

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Jessica Oliveira

Formada em Contabilidade fiz especializações em Mercado Financeiro, escrevo no G&M desde 2018.

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