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Governo pretende simplificar tributação no mercado

Simplificação de tributos e juros sobre o capital próprio.

Em um almoço de “portas fechadas” com gestores do banco Itaú Unibanco, o atual ministro da Economia, Paulo Guedes, principal mentor do presidente Bolsonaro, informou que o governo deseja simplificar a tributação no país, porém pretende taxar os dividendos e juros sobre o capital próprio.

Em poucas palavras após este almoço, o presidente Jair Bolsonaro disse em seu discurso no Fórum Econômico Mundial em Davos na Suíça, que a principal missão do governo é reduzir a carga tributária sobre as empresas, para que novos investidores possam se interessar pelo Brasil e que os atuais, tenham como ampliar os investimentos no mercado, o que irá gerar mais empregos.

Pouco após estes comunicados, Octavio de Lazari Junior, presidente executivo do Bradesco, deu uma entrevista elogiando as medidas que devem ser tomadas nos próximos dias, pois para ele o setor produtivo terá condições de produzir mais barato e ainda de quebra criar mais empregos. O que irá ocorrer é a redução da carga fiscal sobre a produção e o aumento sobre os ganhos de capital, sendo assim, os impostos serão “substituídos” de forma coerente, onde o tributo ficará maior sobre o que não gera riqueza.

Este tipo de taxação não é novidade

O mercado espera desde o governo Temer que a forma de tributação fosse alterada. Mas somente no governo Bolsonaro que Paulo Guedes realizou uma apresentação do plano, onde no geral todos os investidores e futuros investidores acabaram saindo otimistas da reunião.

 Reforma da previdência

Outra questão debatida no “almoço de negócios” foi com relação à reforma da Previdência Social. Paulo Guedes informou aos presentes que ela será aprovada gradativamente, onde será necessário um período transitório com capitalização. Mas apesar de afirmar que ela será aprovada, ele sabe que depende do congresso para isso, então falou sobre um eventual plano B, caso os trâmites sejam reprovados.

O discurso neste assunto é sempre o mais otimista possível, sempre contando que a reforma será aprovada já nos próximos meses.

Chevrolet – GM

Outro assunto debatido foi com relação à General Motors, a Chevrolet Brasil, onde a montadora está passando por um processo delicado na indústria automobilística, podendo inclusive ter que realizar uma demissão em massa, além da já anunciada reestruturação.

A GM em nota informou que nos três últimos anos perderam muito mercado, o que está gerando uma crise e acúmulo de dívidas. Quem sinalizou um apoio a indústria foi o governador de São Paulo, João Dória, que pretende ampliar benefícios e estudar maneiras de deixar a GM melhor financeiramente.

Segundo Dória, estas “maneiras” devem ter um apoio e compreensão dos sindicatos, revendedores, fornecedores, do governo estadual e federal e também da própria empresa. Será necessário um sacrifício conjunto para que a GM possa permanecer no Brasil e ainda ampliar os negócios, gerando mais empregos em todo o país.

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Wesley Silva

Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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