Finanças

Igualdade de gênero no mercado de trabalho só será possível daqui à 200 anos

Segundo um relatório do Fórum Econômico Mundial (WEF, em inglês), às desigualdades entre homens e mulheres no mercado de trabalho ainda está muito longe de acabar e provavelmente só chegará ao fim daqui a dois séculos.

Todos os anos a diferença diminui, mais ainda há um longo caminho pela frente. Neste ano de 2018 com relação a 2017, a diferença caiu pouquíssima,mas ainda sim houve melhoras com relação aos salários, algo que não acontecia há quase dez anos.

Porém o relatório divulgado nesta segunda-feira, dia 17 de dezembro de 2018, indica que no mundo todo, a representação das mulheres na área política está cada vez menor, bem como o acesso à educação e também à saúde.

Previsões

Se o ritmo for se confirmando ao longo dos anos, a desigualdade entre homens e mulheres em boa parte das áreas atuais do dia a dia não irá acabar antes de 108 anos. Já a diferença no ambiente de trabalho só irá acabar daqui a 202 anos.

Mas tudo isso são previsões com base nas estatísticas atuais.

O relatório

Todos os anos o WEF faz o seu relatório com base nas estatísticas de 149 países. Entre os setores avaliados estão:

  • Educação;
  • Política;
  • Saúde;
  • Trabalho.

O Brasil hoje está na 95ª posição no ranking do relatório.Em 2017 o país ocupava a 100ª colocação. Segundo o próprio Fórum, o Brasil acabou registrando uma reversão significativa no progresso, em direção a igualdade de gênero no mercado de trabalho e em outras áreas.

Porém mundialmente o lugar das mulheres recuou três áreas em 2018, algo que até o último ano vinha tendo um progresso bem significativo, principalmente em saúde, educação e na política.

No mercado de trabalho mundial, a diferença entre funcionários ainda está em 51%, mesmo com os avanços dos últimos anos. Porém o relatório informa que há muitas mulheres no cargo de gerência, fazendo com que o número subisse para 34% de todos os postos pelo mundo.

Automação

O relatório ainda informa que devido a automação de boa parte dos serviços executados tradicionalmente por mulheres, há menos mulheres do que homens no atual mercado de trabalho.

Áreas que contam com pouca representatividade das mulheres são aquelas que necessitam habilidades e conhecimentos em tecnologia, ciência,matemática e também em áreas de engenharia.

Hoje um mercado em grande expansão, a Inteligência Artificial, conta com apenas 22% de representatividade das mulheres, onde a grande maioria das vagas são preenchidas por homens.

Regiões e países

O relatório também é baseado com as expectativas de países e regiões, onde por exemplo, na Europa Ocidental, as previsão é de que as diferenças acabem em 61 anos, já em regiões como o norte da África, a previsão é que sejam necessários pelo menos 153 anos, mais do que o dobro.

Na Islândia, Noruega, Finlândia e Suécia, a igualdade é bem superior com o restante do mundo. Já os países onde as diferenças são “gritantes”são o Paquistão, Iêmen, Síria e Iraque.

A lista entre as vinte maiores economias do mundo, em questão de igualdades é liderada pela França, que hoje ocupa a 12ª posição,seguida por Alemanha em 14ª, Reino Unido na 15ª e o Canadá na 16ª posição.

Os Estados Unidos ocupam hoje a 51ª posição, algo que até2017 ocupava a 49ª. O retrocesso se deve as mulheres estarem menos presentes na política, principalmente no cargo dos ministérios.

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Wesley Silva

Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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