Maiores estímulos na China para conter desaceleração da economia

Governo chinês busca ter uma primeiro trimestre otimista no mercado e dá incentivos como cortes de impostos.

Já pela manhã desta terça-feira, dia 15 de janeiro de 2019, a China em um comunicado oficial através da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma, divulgou medidas que está sendo considerado um estímulo em curto prazo, para diminuir os riscos de uma desaceleração econômica maior no país.

Essas mudanças estão diretamente ligadas a guerra tarifária com os Estados Unidos, que acabou dificultando o setor comercial no país. A China, hoje a segunda maior economia do mundo, pretende buscar um bom início de ano, focando no ânimo da economia neste primeiro trimestre.

Com isso o governo pretende reverter a situação com relação a desaceleração do crescimento.

Li Keqiang, primeiro ministro da China, informou que o país alcançou suas principais metas econômicas no último ano de 2018 e que elas foram conquistadas “duramente”. Para este primeiro trimestre de 2019, o país busca um forte começo, para que os objetivos deste ano também possam ser alcançados.

Bolsas na China

Apesar da China ter divulgado dados comerciais do mês de dezembro, que terminaram mais fracos do que o esperado, os índices das bolsas chinesas ainda fecharam em alta. O índice de Xangai teve uma alta de 1,4%, já o índice CSI300, que conta com as maiores companhias de Xangai e Shenzhen, terminou o dia com uma alta de 2%.

O índice de consumo acabou subindo 4,4% e todos os setores no país acabaram registrando uma alta significativa para o dia.

Queda na economia em dezembro

Com a queda nas atividades industriais e comerciais da China no último mês de dezembro, houve algumas especulações se Pequim deveria adotar algumas medidas mais voltadas para o estímulo do comércio no país. Porém grande parte dos analistas acredita que não será preciso, pois ao conceder os benefícios, acabam gerando preocupações no país, o que pode acabar enfraquecendo o Iuan (moeda do país).

Já outros analistas acham que a China pode cortar cerca de 2 trilhões de iuanes (quase 300 bilhões de dólares) em taxas e impostos no país, permitindo que os governos locais possam emitir outros 2 trilhões em títulos para financiar projetos.

Mas praticamente todos acreditam que os tais estímulos demorem alguns meses para que causem algum efeito na economia.

Desaceleração em 2018

A China que vinha de um crescimento exponencial acabou desacelerando em 2018. Isso porque por diversos anos, com campanhas para reduzir a dívida do país e também algumas medidas de repressão a práticas de empréstimos que fossem consideradas arriscadas, acabaram afetando a demanda doméstica.

Outro fator para a desaceleração foi com relação a guerra comercial com os Estados Unidos, que acabou se intensificando no último ano, prejudicando diretamente as exportações. Com isso os mercados financeiros da China e do restante do mundo, ficaram em alerta e preocupados com uma desaceleração mais brusca, prejudicando não somente o país.

Mas mesmo com as previsões ruins, os analistas acreditam que dificilmente a economia irá virar um caos. É preciso que a China saiba neste ano principalmente administrar os impasses com os Estados Unidos, para que as coisas possam terminar 2019 melhores ou pelo menos atingindo a meta financeira.

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Wesley Silva

Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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