Nubank preza pelo modelo de trabalho autônomo

Fintech segue modelo de gigantes da tecnologia

Muita gente já deve ter ouvido falar sobre o método de trabalho onde o que é cobrado é a produtividade, independentemente do tempo utilizado para a produção. Esse é um modo de trabalhar que ganhou notoriedade principalmente pela difusão de empresas de impacto global, como o Google e o Facebook.

No entanto, esse ainda não é um modelo muito utilizado por aqui. Ainda mais quando pensamos em um “banco”, parece ainda mais irreal a possibilidade de encontrar funcionários “jogando pebolim ou sinuca”, conforme dito no post do Nubank pelo Instagram. Muito pelo contrário.

Quando pensamos em um banco, a primeira imagem que nos vem à cabeça é um lugar amplo, com mesas dentro de espaços pré-determinados e, principalmente, roupa social. No Nubank é o total contrário disso.

A proposta do Nubank – e o que fez ele ganhar toda a popularidade que ganhou – é a inovação. Eles trabalham de modo diferenciado em relação aos bancos tradicionais. Por isso, eles alcançaram um público mais jovem, que vem saboreando a experiência de usufruir das vantagens de uma conta corrente.

Liberdade com responsabilidade

Na sede do Nubank se encontram os mesmos elementos que tornaram o dia-a-dia dos trabalhadores do Google e Facebook tão interessantes. Há videogames, bibliotecas, espaços diferenciados. Tudo na melhor proposta de ser um ambiente de trabalho descontraído.

No entanto, essa “descontração” toda ainda gera estranheza. Para conseguir delimitar até onde vai a liberdade e a partir de onde começam as exigências, a proposta principal é investir no entendimento dos funcionários. É fundamental que todos compreendam que, apesar de todos os estímulos externos ao trabalho, a rotina de obrigações ainda existe. A única diferença é que o resultado pode ser alcançado sem as pressões comuns de um ambiente rígido.

Esse método combina muito com a proposta do Nubank, sendo, portanto, uma ilustração de sua própria política. Contando com 1.300 funcionários, o que poderia se tornar uma bagunça sem precedentes, dá espaço para colaboradores engajados e que possuem verdadeiro interesse em iniciar, desenvolver e finalizar projetos com sucesso.

Fazendo a diferença

A co-fundadora do Nubank, Cristina Junqueira, no post divulgado pelo Instagram, propõe que essa seja a receita para um bom trabalho. O nível de autonomia dedicado aos funcionários do Nubank acaba, por si só, moldando uma equipe concisa, cujo principal intuito seja o crescimento coletivo.

Ela utilizou as seguintes expressões “guerra de talentos” e “saímos na frente”. São, sem sombra de dúvidas, duas falas muito significativas. Considerando que o segmento bancário, de financeiras e cartões de crédito, mobiliza parte da economia de nosso país, as palavras de Cristina nos dão um panorama do método de trabalho autônomo do Nubank.

A ideia primordial é que os seus colaboradores são, dentro da empresa, talentos. Dessa forma, quando estão unidos em uma ideia conjunta, acabam se sobressaindo. Ainda nas palavras dela, os funcionários do Nubank “sabem que farão a diferença”.

O método de “liberdade com responsabilidade” é atrativo. Podemos considerar que o Nubank tem conseguido ótimos resultados com esse modo de trabalho. Se dá tão certo nas gigantes que já citamos, por que não utilizar aqui no Brasil também?

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Lucas Dadalt

Físico Médico com formação pela USP e atualmente cursando mestrado em Física Aplicada a Medicina. No momento trabalho em tempo parcial com programação e produção de conteúdos nos mais variados temas como, por exemplo, finanças, investimentos, saúde e marketing.

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