Apple perde US$ 72,4 bilhões em valor de mercado

As coisas não começaram bem para a Apple neste início de 2019. Com uma queda de 9,96% neste último dia 03 de janeiro, a empresa americana sofreu a maior perda no mercado acionário dos últimos cinco anos, quando em janeiro de 2013, seus papeis acabaram caindo 12,35%.

A queda representou a perda de US$ 72,4 bilhões em valor de mercado, onde os números superam valores de mercado de companhias inteiras como o banco Bradesco, por exemplo, que hoje tem um valor total de US$ 68,6 bilhões.

O pessimismo no mercado financeiro que levou a queda bilionária da Apple foi em decorrência das informações sobre a perspectiva de faturamento do último trimestre de 2018, que irá terminar abaixo do esperado.  As vendas ficaram 7,6% abaixo dos esperados US$ 84 bilhões.

Decadência

No último mês de outubro de 2018 a Apple alcançou o patamar de primeira empresa mundial à chegar ao valor de mercado na casa dos trilhões de dólares, valendo US$ 1,12 trilhão. Porém desde esta marca a companhia vem perdendo valor, onde no total até hoje já soma US$ 446,1 bilhões em perdas. Segundo economistas este valor representa quase 50% de todas as empresas brasileiras com capital aberto na bolsa hoje.

No último dia 05 de dezembro a Apple acabou sendo ultrapassada por outra americana, a Microsoft. Poucos dias depois também foi ultrapassada pela Amazon e a partir desta perda do dia 03, a empresa Google Aphabet assumiu a terceira colocação de empresas mais valiosas do mundo.

Queda no setor de tecnologia

Apesar da Apple perder 7,6% em valor de marcado na bolsa, as empresas Microsoft, Amazon e o próprio Google também perderam valores, somando quedas correspondentes à 3,68%, 2,52% e 2,77%.

Com a queda o índice Dow Jones fechou em -2,83%, o S&P 500 em -2,48% e a Nasdaq em queda de 3,04%.

Motivação no mercado internacional

Ao anunciar um faturamento menor do que o esperado, o representante pelas “boas novas” da empresa, Tim Cook, citou que de não estava na previsão, a alta desaceleração da economia mundial, principalmente na China.

Cook ainda demonstra preocupação com a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos, onde as tensões acabaram colocando uma pressão na economia de ambos os países. É possível ainda que as coisas mudem a partir da próxima reunião dos representantes de ambos os mercados na próxima semana de janeiro.

Porém Kevin Hassett, presidente do Conselho Econômico do governo Trump, a Apple é uma das primeiras que apresentaram resultados negativos em decorrência desta tensão. Segundo ele, além da Apple, muitas outras empresas que contam com vendas no mercado chinês, irão perder capital até que os acordos estejam fechados.

Com a redução da economia na China e também das tensões comerciais, outras empresas como a Ford também anunciaram vendas menores com relação à 2017.

Cúpula EUA x China

O prazo para que a reunião onde será definido um acordo entre as potências econômicas termina em janeiro. Isso porque irá acabar o prazo da “trégua” de 90 dias na guerra comercial, decidida no G20 em 2018, que ocorreu em Buenos Aires.

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Wesley Silva

Jornalista pós-graduado em mídia e redes sociais e jornalismo com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação.

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