O sobe e desce da Ibovespa

Entenda o porquê de tanta oscilação a partir das influências internas

A Ibovespa está em uma verdadeira montanha russa. A Bolsa brasileira, que iniciou 2019 sendo considerada a melhor do mundo, vem sofrendo uma série de influências que a colocam em constante oscilação. Para as pessoas que acompanham a valorização e desvalorização de ações, esse comportamento volátil é algo assustador.

No entanto, é possível entender o motivo disso. Veja bem, a Ibovespa reflete o cenário econômico do nosso país. Dessa forma, ela foi influenciada positivamente quando o panorama da economia brasileira tendeu ao sucesso. Isso justifica o seu bom resultado no início de janeiro.

Mas, tal qual a influência positiva, ela também vem sofrendo com uma série de revezes, que tendem a desestimular o seu ganho. Esses tais revezes são, nada mais, nada menos, que reflexos da situação política e econômica, tanto no cenário interno, como no externo.

Quer saber como? Então, acompanhe a leitura e veja o porquê desse sobe e desce da Ibovespa.

 

O cenário da Ibovespa

A Ibovespa é uma Bolsa de Valores com grande impacto mundial. Principalmente depois da efetivação de Bolsonaro como presidente, ela vem apresentando picos de bons resultados. Isso porque suas propostas conservadoras e a possibilidade de uma estabilidade política, que foi sendo perdida pelos recorrentes escândalos de corrupção do governo anterior, fazem com que o mercado externo veja o Brasil como um país emergente e com grandes chances de sucesso econômico.

Logo, os investidores estrangeiros, literalmente, apostam as suas fichas no mercado brasileiro. No entanto, além dessa questão, em si, outras coisas também influenciam na oscilação da Ibovespa, que se modifica através do reflexo dessas reações. Veja quais são eles.

 

Reforma que não sai

Uma das principais plataformas da campanha presidencial de Bolsonaro, foi a reforma da Previdência. Mesmo que ela seja considerada controversa, principalmente no que tange aos trabalhadores, suas propostas beneficiam o empresariado. Sendo assim, a expectativa é que a reforma da Previdência gere um impacto econômico positivo para o Brasil.

É claro que esse cenário chamou a atenção de investidores externos. Eles, nesse momento, estão ansiosos para a implantação dessa reforma. Com as vantagens previstas, o investimento no Brasil, na área de novos negócios, traria benefícios a eles também. Esse foi um dos motivos para a Ibovespa ter apresentado tão bons resultados no início do ano.

Porém, a saúde do presidente eleito acabou por também gerar influência na bolsa. A previsão da retirada da bolsa de colostomia fez a Ibovespa reagir positivamente. Afinal, pela lógica, quando ele melhorasse, as reformas poderiam ser iniciadas. Com a piora após a cirurgia, automaticamente esse prazo de implantação precisou aumentar. Resultado: influencia negativa na bolsa de valores.

A ansiedade para o investimento também é impactada pela Guerra Comercial travada entre China e Estados Unidos. Esses dois mercados, que são considerados instáveis nesse momento, não são exatamente atraentes para os investidores. Já o Brasil, com toda a sua expectativa, aparece como uma ótima opção. Mas, para isso, eles estão esperando as respostas de Bolsonaro.

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Lucas Dadalt

Físico Médico com formação pela USP e atualmente cursando mestrado em Física Aplicada a Medicina. No momento trabalho em tempo parcial com programação e produção de conteúdos nos mais variados temas como, por exemplo, finanças, investimentos, saúde e marketing.

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